Vacinação nas fronteiras: Ministério da Saúde orienta reforçar campanha para não residentes no Brasil

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Foz do Iguaçu (PR) e São Borja (RS) já contam com ações de intensificação na vacinação

O Brasil tem 33 municípios classificados como cidades gêmeas por estarem demarcados pela linha de fronteira seca ou fluvial, cuja população corresponde a cerca de 1,34 milhão de pessoas residentes nos 10 estados: Acre (4 municípios), Amapá (1 município), Amazonas (1 município), Mato Grosso (1 município), Mato Grosso do Sul (7 municípios), Paraná (4 municípios), Rio Grande do Sul (11 municípios), Rondônia (1 município), Roraima (2 municípios) e Santa Catarina (1 município).
Segundo nota do Ministério da Saúde, a meta é atualizar a situação vacinal da população, de todas as faixas etárias, residentes nos municípios brasileiros ou estrangeiros que estiverem no Brasil, considerando todas as vacinas orientadas no Calendário Nacional de Vacinação e vacina Covid-19.
Em Foz do Iguaçu (PR), segundo a Diretoria de Atenção Primária em Saúde, houve ampliação do horário de vacinação até às 20h nas Unidades Básicas de Saúde, na semana do dia 17 ao dia 21 de outubro. Segundo balanço enviado, os dados de vacinação no período de 13 a 22/10 são de 108 doses aplicadas em estrangeiros não residentes. As vacinas com maior procura foram: Influenza, meningocócica C, Pólio oral e Febre Amarela. Destas, 62% das doses foram aplicadas na faixa etária de 0 a 4 anos. Comparando com o número de estrangeiros vacinados no período de 01 a 12/10, houve aumento de 40% de doses aplicadas em estrangeiros.
Para os residentes em Foz do Iguaçu, foram 7.310 doses aplicadas: 42% para a faixa etária de 0 a 4 anos e 17% de 10 a 14 anos. As vacinas com maior número de doses aplicadas foram: Influenza, Covid-19, HPV, Pólio oral, Dupla adulto e Febre amarela.
Em São Borja (RS), segundo a Secretaria de Saúde, de 19 a 28/11 será realizada campanha de vacinação na Ponte da Integração – ponte internacional sobre o Rio Uruguai, na fronteira de São Borja (BR) e Santo Tomé (AR). Durante os dias da semana, o horário de atendimento será das 8h30 às 11h e das 13h30 às 16h e no sábado, dia 26/11, das 8h às 12h.
Luciano Stremel Barros, Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), destaca: “É muito importante iniciativas como estas capitaneadas pelos municípios. Mas, também precisamos pensar nesses aspectos sanitários de forma conjunta. A expectativa é de que a partir do Acordo Brasil-Paraguai, tenhamos um mecanismo legal para que essa integração ocorra de forma mais fluída”.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, as ações de intensificação da vacinação nas cidades de fronteira vão até 16 de dezembro, com o intuito de melhorar os índices de cobertura vacinal nessas localidades e, com isso, evitar novos casos e a reintrodução de doenças imunopreveníveis em território nacional. Os países e os municípios que fazem fronteira com o Brasil foram convidados a aderir ao Plano de Ação, que envolve 10 estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e o Rio Grande do Sul, contemplando as 33 cidades que fazem fronteira com a Argentina, Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru e Uruguai.
Serão utilizados como indicadores de monitoramento e avaliação da estratégia as coberturas vacinais dos seguintes imunizantes: Vacinas Poliomielite; Tríplice Viral; Covid-19; Febre Amarela; Pentavalente e Pneumocócica-10.

Foto: Christian Rizzi

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