O contrabando de defensivos agrícolas no Brasil

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O Brasil tem 16,8 mil quilômetros de fronteiras, áreas situadas em 11 estados e limítrofes com 10 países, por onde passam mercadorias ilegais que representam cifras astronômicas e prejuízos incalculáveis para a saúde da população e o meio ambiente. Ainda mais relevante do que o aspecto econômico é o rastro em passivo social pago pela
sociedade brasileira. O contrabando e descaminho de mercadorias,
entre elas os defensivos agrícolas, representa para a indústria e para a arrecadação nacional perdas de aproximadamente R$ 20 bilhões anuais. Se o peso desses ilícitos recai, inicialmente, sobre as regiões fronteiriças, o saldo negativo é pago por toda a sociedade, uma vez que o tráfico que passa pelas fronteiras chega até os grandes centros urbanos brasileiros. Nas proposições do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF) está trazer o olhar dos agentes públicos para as regiões fronteiriças, as quais concentram uma movimentação crescente de pessoas e de produtos.

Agora, o Instituto apresenta o estudo ‘O contrabando de defensivos agrícolas no Brasil’, um amplo levantamento do fluxo e da movimentação crescente das quadrilhas em torno desses produtos. Substâncias utilizadas para proteger as lavouras de pragas e responsáveis pelos crescentes índices de produção e produtividade da agricultura brasileira, os agroquímicos têm sua fabricação e uso controlado no País.

A fragilidade das fronteiras brasileiras, porém, expõe a agricultura nacional ao uso indiscriminado desses produtos, uma prática de efeitos econômicos presumíveis, mas de consequências nocivas ainda imensuradas para toda a nação. O levantamento realizado no Brasil e nos países vizinhos teve a preocupação maior de descortinar a logística deste ilícito, que cresce vertiginosamente em movimentação e na organização das quadrilhas e pede um olhar mais atento das autoridades brasileiras sobre essa questão.
Com este estudo, o IDESF acredita estar atendendo ao comprometimento assumido quando foi concebido enquanto instituição, de evidenciar a realidade das regiões fronteiriças e suas implicações para a nação brasileira. Com mais este estudo, o Instituto quer demonstrar que leva a sério sua função de debater problemas, buscar soluções e fazer das fronteiras fonte de integração e de desenvolvimento.

Luciano Stremel Barros
Presidente do Idesf

Clique aqui para download do estudo

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