A Câmara Técnica de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas acaba de publicar o Relatório Consolidado do XII Seminário Internacional da Tríplice Fronteira sobre Tráfico de Pessoas, realizado em 30 de julho de 2026 em Foz do Iguaçu. Na edição deste ano, com o tema “Pontes de Proteção, Articulação e Cooperação no Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas”, participaram quase 450 pessoas de 74 instituições e 4 países: Brasil, Paraguai, Argentina e Venezuela.
A publicação traz a síntese das discussões realizadas durante o seminário, diagnósticos sobre o tráfico de pessoas na região, experiências institucionais, vulnerabilidades de diferentes grupos, mecanismos de cooperação internacional, dados, propostas de políticas públicas e encaminhamentos para fortalecer a prevenção, identificação, proteção e responsabilização, além de resumos expandidos, apresentações e detalhes sobre as ações de conscientização realizadas antes do seminário, como as intervenções realizadas em Foz do Iguaçu, na Feirinha da JK, Rodoviária, Aeroporto e Ponte da Amizade, por meio de teatro de rua, distribuição de materiais e divulgação da rede de proteção.
José Carlos Souza da Silva, Coordenador da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CTETP/FI), explica que ao longo dos anos o evento têm se fortalecido em termos de participação do público e especialistas no tema. “O evento nasceu da convicção de que o enfrentamento ao tráfico de pessoas não se faz isoladamente, mas por meio de pontes de proteção, de articulação e de cooperação entre os três países que se encontram neste território tão singular”.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), Luciano Stremel Barros, foi o moderador de um dos painéis no evento e destacou: “Vemos claramente que o evento têm trazido visibilidade para a temática, têm estimulado mais pesquisas e estudos e registra avanços para o amadurecimento sobre as diversas questões ligadas ao tráfico de pessoas, reunindo instituições e sociedade civil. Estas, por sua vez, estão mais fortalecidas quanto ao aspecto da prevenção, e, por consequência, muito mais fortes para enfrentar este crime”.














