Presidente do IDESF fala na Enccla sobre os ilícitos nas fronteiras brasileiras

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O presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), Luciano Stremel Barros, participou na manhã desta terça-feira (20) da XVI Reunião Plenária da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla).

O evento é promovido pelo Ministério da Justiça e acontece de 19 a 23 de novembro, no Hotel Recanto Cataratas, em Foz do Iguaçu (PR), com participação de autoridades de diversas instituições brasileiras, dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário e dos Ministérios Públicos, além da sociedade civil. O objetivo é debater medidas de combate aos crimes dessa natureza que afetam diretamente o Estado brasileiro.

Em sua apresentação, Barros demonstrou números que mostram o peso econômico e social do contrabando. O Brasil importa do Paraguai cerca de U$ 2 bilhões anuais em mercadorias. Porém, só o contrabando de cigarros que chega do país vizinho representa cerca de U$ 2,6 bilhões anuais. A entrada ilegal de outros produtos representa outros U$ 5 bilhões. Somadas, as duas cifras da ilegalidade que ingressa no mercado brasileiro chegam a U$ 7,6 bilhões.

  

Os dados, relatou o presidente do IDESF, fazem parte dos estudos realizados pelo Instituto para dimensionar as cadeias de contrabando e outros ilícitos nas fronteiras brasileiras. “São ilícitos que passam pelas fronteiras, mas que tem efeitos sobre toda a sociedade brasileira”, destacou Barros.

De hoje até quinta-feira, os participantes se reunirão em grupos de trabalho para discutir e definir as propostas de ações que serão executadas ao longo de 2019. Elas serão formalizadas durante o encerramento, que contará com a presença do Ministro da Justiça, Torquato Jardim. Também está confirmada a participação da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e do Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Sobre a Enccla – Instituída em 2003, a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) é um ambiente multidisciplinar, de debate e alinhamento estratégico da atuação do Estado nessa temática. Entre os resultados já alcançados estão a criação do Programa Nacional de Prevenção Primária à Corrupção e o fortalecimento da atuação das polícias civis na luta contra a lavagem de dinheiro. A Enccla é formada por cerca de 95 órgãos e entidades, dos três poderes e ministérios públicos que atuam, direta ou indiretamente, na prevenção e combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.

Sobre o IDESF – O IDESF é uma instituição sem fins lucrativos, com sede em Foz do Iguaçu (PR), que, por meio de projetos, iniciativas e ações promove a integração entre as regiões de fronteira, o fortalecimento das relações políticas, sociais e econômicas e o combate aos problemas próprios dessas regiões.

Texto e fotos: Rosane Amadori/Assessoria de Comunicação IDESF

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