V Seminário Fronteiras do Brasil reúne mais de 400 participantes

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Um auditório lotado por mais de 400 pessoas e um grupo de palestrantes de grande representatividade nacional, em diferentes áreas prioritárias, fez do V Seminário Fronteiras do Brasil um evento de marcante e produtivo para todos os participantes. Realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras, na quarta e quinta-feira (24 e 25.10), o Seminário foi palco do lançamento do estudo ‘O mercado ilegal de telecomunicações’, o mais recente trabalho do IDESF sobre a realidade das regiões fronteiriças brasileiras.

No primeiro dia do evento, foram debatidos os temas relacionados à segurança pública e ao mercado ilícito das telecomunicações, que alimenta a expansão das redes de banda larga no País, respondendo por 70% dos equipamentos utilizados pelos pequenos é médios provedores.  A dimensão deste que é um dos mais recentes aspectos da clandestinidade nas fronteiras brasileiras foi tema do painel “Panorama do mercado ilegal das telecomunicações”, com participação do gerente regional e coordenador do Plano de Ação de Combate à Pirataria da Anatel, Paulo Aurélio Pereira da Silva.

O evento também debateu a segurança pública, o tráfico de pessoas e o comércio clandestino de agroquímicos, outro viés de ilícito que cresce nas fronteiras brasileiras. “Temos a formação de organizações criminosas especializadas neste contrabando”, afirmou o delegado da Polícia Federal no Rio Grande do Sul e membro da Interpol, Alessandro Lopes Maciel.

O superintendente da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, Luciano Flores de Lima, chamou atenção para a dificuldade na destinação dos defensivos agrícolas apreendidos, uma vez que são produtos químicos agressivos ao meio ambiente e que exigem condições especiais para incineração. Atualmente, são duas as empresas que fazem esse trabalho no Brasil. “Temos 30 toneladas (de agroquímicos) em Mato Grosso do Sul. Só de janeiro a setembro, foram 8,5 toneladas de apreensão”, disse o delegado, questionando se a caberia à polícia a responsabilidade em descartar o produto.

O delegado da Polícia Federal da Cascavel, Marco Berzoini Smith, trouxe outro aspecto do contrabando de aditivos químicos. “Não existe entrada em grande escala sem que haja corrupção dos agentes públicos”, afirmou. Moderador do painel, o coordenador de Negócios da Esic – Business & Marketing School, Alexandre Weiler considerou que a população urbana não se sente tocada pelo contrabando de agroquímicos porque, num primeiro momento, imagina que não será atingida. “É um problema de segurança alimentar que tem efeitos sobre a saúde pública, pois está relacionada à incidência de câncer, à economia, porque afeta a geração de empregos, e à ecologia, com todas as implicações que o uso desses produtos têm”, avaliou.

Em seu pronunciamento, o presidente do IDESF, Luciano Stremel Barros, destacou que a credibilidade do instituto em cinco anos de atuação transparece em eventos como o seminário e nos 23 acordos técnico-científicos firmados com instituições nacionais e internacionais. Na abertura do seminário, mais um convênio foi firmado com a Universidade Federal a Integração Latino-Americana (Unila), com objetivo de desenvolver ações de integração na região de fronteira.

“Ficamos extremamente gratificados ao perceber o aumento do interesse das pessoas no debate e na busca de caminhos para as nossas fronteiras. Esse é um papel que o IDESF assume com muita seriedade e a participação de tantos palestrantes e autoridade de peso, junto com o prestígio do público, só aumenta a responsabilidade do nosso trabalho”, avalia do presidente do IDESF, Luciano Stremel Barros.

Ainda durante o evento, o IDESF, juntamente com a Sociedade Brasileira de Heráldica, fez uma cerimônia de reconhecimento de mérito condecorando personalidades por sua atuação na tríplice fronteira, entre elas a missionária Irmã Terezinha Mezzalira, a empresária pioneira Philomena Raffagnin e, em homenagem póstuma, a família do padre Maurício Camatti, que morreu em julho passado.

O Seminário Fronteiras do Brasil está inserido na agenda oficial de eventos do Paraná e é realizado anualmente. O patrocínio é da Itaipu.

Sobre o IDESF – O IDESF é uma instituição sem fins lucrativos, com sede em Foz do Iguaçu (PR), que, por meio de estudos, ações e projetos, promove a integração entre as regiões de fronteira, o fortalecimento das relações políticas, sociais e econômicas e o combate aos problemas próprios dessas regiões.

 

 

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